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O que fazer no Mato Grosso do Sul? Principais pontos turísticos no MS
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MS - Pantanal - Corumbá - Serra Amolar - André Dib

Principais atrativos e melhores pontos turísticos pelas cidades do Mato Grosso do Sul e a beleza do Pantanal MS (Voos para Campo Grande, Bonito e Corumbá)

Mato Grosso do Sul é um estado relativamente jovem, criado a partir da divisão do antigo Mato Grosso, e se consolidou como um dos destinos mais desejados de ecoturismo do Brasil, principalmente por Bonito e o Pantanal.

Conhecido por suas belezas naturais, o MS é um estado com rios de águas cristalinas, grutas, cachoeiras, trilhas, fauna e flora riquíssimas e uma forte cultura pantaneira que tornam a viagem inesquecível.​

Enquanto o estado do Mato Grosso do Sul ainda é lembrado primeiro por Bonito e Pantanal, todo o estado guarda também cidades históricas, parques nacionais e experiências urbanas em Campo Grande, que ajudam a diversificar o turismo do estado.

Mato Grosso do Sul é apontado com frequência em guias especializados como melhor destino de ecoturismo do Brasil, graças à combinação de rios transparentes, cachoeiras abertas à visitação e iniciativas de conservação do parque nacional da Serra da Bodoquena e das áreas do Pantanal.

Não confunda com o estado do Mato Grosso, ao norte: o estado de Mato Grosso tem outros atrativos como Chapada dos Guimarães, mas o turismo aqui descrito foca principalmente nos pontos turísticos e experiências dentro do MS, com destaque para Bonito e o Pantanal Sul.

Como chegar e se locomover no MS

A principal porta de entrada para o estado é o Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR), que recebe voos diários das principais capitais brasileiras (São Paulo, Brasília, etc.) operados por LATAM, Gol e Azul.

Para quem foca exclusivamente no ecoturismo, o Aeroporto Regional de Bonito (BYO) recebe voos diretos de Viracopos (Azul), Congonhas (Gol) e Guarulhos (LATAM). Já para o Pantanal, o Aeroporto de Corumbá (CMG) é uma opção estratégica.

Distâncias a partir de Campo Grande:

• Bonito: 300 km (aprox. 4 horas de carro)
• Aquidauana (Portal do Pantanal): 140 km (aprox. 2 horas de carro)
• Miranda (Pantanal Sul): 208 km (aprox. 3 horas de carro)
• Corumbá: 425 km (aprox. 6 horas de carro)

A melhor forma de se locomover entre as cidades é alugando um carro ou contratando serviços de transfer (vans compartilhadas ou privativas), amplamente disponíveis na capital.

O que fazer no Mato Grosso do Sul: roteiro por Bonito e Pantanal

Quem procura o que fazer no Mato Grosso do Sul geralmente começa montando um roteiro que combine Bonito e o Pantanal, equilibrando passeios de água cristalina, trilhas leves, safáris fotográficos e vivências culturais pantaneiras.​

De forma geral, um bom roteiro de 7 a 10 dias passa por Campo Grande para o Pantanal, segue para Bonito e encerra na Serra da Bodoquena, garantindo contato intenso com atrativos naturais e culturais, boa gastronomia e opções de hospedagem para todos os perfis.​

A seguir, veja os principais atrativos que fazem de Bonito e o Pantanal dois dos melhores pontos turísticos do MS, além de cidades do Mato Grosso do Sul que complementam a experiência com história, cultura e grande área verde urbana.

Passeios em Bonito e região: beleza dos rios de águas cristalinas, grutas e cachoeiras

Bonito é o cartão‑postal do ecoturismo em MS e figura em praticamente todas as listas de melhores pontos turísticos do Brasil, graças aos rios transparentes, à infraestrutura de visitação e ao cuidado com o meio ambiente.

A cidade fica a cerca de 300 km da capital e oferece dezenas de atrativos, como flutuação, trilha, grutas e balneários com piscinas naturais de águas renovadas por nascentes.​

Flutuação e rios de águas cristalinas em Bonito

As experiências de flutuação em Bonito são, para muitos viajantes, a principal atração da viagem, porque permitem observar peixes e plantas em rios de águas cristalinas com visibilidade impressionante.​

Entre os passeios em bonito mais famosos estão a flutuação no Rio da Prata, a flutuação no Rio Sucuri e balneários como Aquário Natural e Nascente Azul, todos com forte controle de visitação para manter a água cristalina e o ambiente preservado.

Esses atrativos costumam incluir equipamentos, guia credenciado e seguro, e muitos roteiros combinam mais de uma flutuação com tempo livre em balneários com piscinas naturais e estruturas completas de lazer.​

Bonito e pantanal geralmente aparecem juntos em campanhas oficiais de turismo do estado justamente porque unem rios de águas cristalinas a paisagens alagadas cheias de vida selvagem, formando um conjunto único de belezas naturais.​

Grutas, lago azul (atração cartão postal) e lagoa misteriosa

Outra categoria de atrativos em Bonito é formada pelas cavernas e grutas alagadas, que revelam verdadeiros cartões‑postais do Mato Grosso do Sul.

A mais famosa é a Gruta do Lago Azul, onde uma trilha guiada leva até um salão impressionante com um lago azul de tom intenso, considerado uma das grandes belezas naturais do parque nacional da Serra da Bodoquena.​

Também se destaca a Lagoa Misteriosa, um poço profundo de água azulada cercado por mata, que permite atividades de flutuação e mergulho autônomo em determinados períodos do ano.​

Esses cenários reforçam como o mato grosso do sul é privilegiado em atrativos naturais e culturais ligados à geologia, à água e à conservação ambiental.

Mato Grosso do Sul é Ecoturismo: Cachoeiras, trilha e Serra da Bodoquena

Para quem gosta de trilha com parada em várias cachoeiras, a Serra da Bodoquena é imperdível e fica a menos de uma hora de carro de Bonito, reunindo fazendas e complexos de ecoturismo com estruturas bem planejadas.​

As cachoeiras da serra da Bodoquena incluem quedas famosas como a Cachoeira Boca da Onça, considerada uma das mais altas do Mato Grosso do Sul, com mais de 150 metros e uma vista impressionante da vegetação de cerrado ao redor.​​

A região integra o parque nacional da serra, oficialmente o parque nacional da Serra da Bodoquena, uma unidade de conservação criada para proteger rios, cavernas, cachoeiras abertas à visitação e a conservação do parque nacional e de sua biodiversidade.

Pantanal Sul: safáris, rios e maior área inundável do planeta

O Pantanal é a maior área inundável do planeta e se estende por partes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Bolívia, sendo um dos biomas mais ricos em fauna e flora do mundo.​

Dentro do MS, o chamado Pantanal Sul é acessado principalmente a partir de cidades como Aquidauana, Corumbá, Coxim, Porto Murtinho e cidade de Miranda, todas com fazendas, pousadas e passeios típicos pantaneiros.​​

A paisagem muda bastante ao longo do ano, já que a região tem duas estações bem definidas: um período mais seco, indicado para safáris terrestres e observação de animais em campos abertos, e outro mais chuvoso, quando as áreas alagadas dominam a vista.​

Boa parte das fazendas fica às margens do rio ou às margens do rio Paraguai, oferecendo passeios de barco, pesca esportiva, cavalgadas, trilhas e focagem noturna de animais como jacarés, capivaras e, com sorte, onças‑pintadas.​​

Diversas propriedades pantaneiras são conhecidas como portal do pantanal ou mesmo como porta de entrada do bioma, oferecendo hospedagem em sistema de pensão completa e um pacote fechado de atividades guiadas em grandes áreas de natureza preservada.​​

Nessa região, é comum encontrar histórias ligadas à Guerra do Paraguai, a antigas rotas fluviais e à formação de cidades fronteiriças que hoje vivem em forte integração econômica e cultural com o país vizinho Paraguai.​​

Campo Grande, Rio Verde e outras cidades do Mato Grosso do Sul

Embora o foco do turismo de natureza esteja em Bonito e no Pantanal, vale reservar pelo menos um dia para conhecer Campo Grande, capital do MS, e outras cidades do Mato Grosso do Sul que ajudam a entender melhor a cultura regional.

Na capital Campo Grande, além da forte gastronomia marcada pelo churrasco e pelo sobá e pela presença das culturas japonesa e libanesa, o visitante encontra uma cidade arborizada, com muitos parques, museus e espaços culturais para explorar. É possível combinar passeios ao Bioparque Pantanal, o maior aquário de água doce do mundo que exibe espécies em tanques cenográficos, com caminhadas no Parque das Nações Indígenas e visitas a museus como o Dom Bosco, criando um roteiro que mistura natureza, história e ciência.

Para quem busca contato mais direto com o campo, o entorno da capital oferece opções de ecoturismo e turismo rural em fazendas que abrem as porteiras para trilhas leves, cachoeiras, cavalgadas e experiências do dia a dia na vida rural.

Em muitos roteiros, o viajante chega à capital de avião, roda cerca de 300 km de Campo Grande até Bonito e depois segue de Campo Grande para o Pantanal, usando transfers ou carro alugado.​

Na própria capital, o Parque das Nações Indígenas e seus arredores oferecem lago, ciclovias e atrações culturais, tornando‑se um dos pontos turísticos urbanos mais conhecidos do MS.​

Mato Grosso do Sul ainda tem Patrimônio histórico e religioso

Algumas cidades do interior preservam construções do início do século 20 ligadas ao ciclo da erva‑mate, às ferrovias e à ocupação da fronteira com o estado do Mato Grosso.

É comum encontrar o prédio da estação ferroviária restaurado para uso cultural e religioso, assim como a igreja matriz Nossa Senhora em praças centrais, muitas vezes dedicada a padroeiras como a Matriz Nossa Senhora do Carmo.

Na fronteira, a partir de cidades gêmeas como Ponta Porã, é possível visitar o parque nacional Cerro Corá, no lado paraguaio, localizado a cerca de 35 km de Ponta Porã, conhecido por trilhas leves, mirantes e belezas naturais do parque nacional.​ A região preserva áreas de mata e formações rochosas com paisagens naturais do parque nacional Cerro Corá, importantes para a unidade de conservação do parque e para a conexão ecológica da fronteira.

Mais ao sul, a cidade de Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, também aparece como opção para quem quer conhecer melhor a faixa de fronteira com o Paraguai, unindo clima de interior, contato com áreas de mato e rios, além de belas paisagens marcadas pela cultura rural e pela vida simples do Cone Sul do estado.

Rio Verde, cerrado e parques próximos

Entre as cidades menores, Rio Verde de Mato Grosso se destaca pelo ecoturismo em cachoeiras e trilhas em meio ao cerrado, com balneários simples e pousadas familiares.​

No entorno do MS, o parque nacional das Emas protege áreas importantes do cerrado e pode ser incluído em uma viagem de carro mais longa, conectando Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em um circuito de natureza.​

Essas áreas integram uma grande rede de unidade de conservação, fundamental para a conservação do parque nacional e de corredores ecológicos que ligam diferentes biomas.

Experiências culturais, gastronomia e cidades fronteiriças

Além da natureza, o turismo do estado é enriquecido por tradições culinárias e pela influência dos países vizinhos, em especial o Paraguai e a Bolívia.

A gastronomia mistura pratos pantaneiros à base de peixe, carne de sol e arroz carreteiro com influências indígenas, sulistas e fronteiriças, e é comum encontrar restaurantes simples com comida farta e preços acessíveis nas cidades do interior.​

Em cidades como Corumbá e Ponta Porã, o visitante encontra forte presença de produtos importados, cassinos no lado paraguaio e festas populares organizadas nas margens do rio e nas praças principais, muitas vezes em frente a igrejas históricas.​

Esse conjunto de atrações reforça como Mato Grosso do Sul é diverso, indo muito além das imagens clássicas de jacarés no rio e trilhas em fazendas.

Dicas práticas para montar seu roteiro em MS

Para uma experiência mais prática e segura em Bonito e região, vale contratar os serviços das agências receptivas, que oferecem atendimento completo desde a escolha dos passeios até a organização dos horários, traslados e orientações locais.

Na região da Serra da Bodoquena (Bonito, Jardim, Bodoquena e região), o voucher único funciona como um sistema centralizado de autorização para os atrativos: o passeio é comprado pela agência, a reserva é confirmada no voucher e, com isso, o visitante tem acesso ao passeio no horário combinado, dentro das regras de controle de visitação que ajudam a preservar os atrativos. As agências do estado podem ser encontradas nesse link, que reúne operadoras e receptivos credenciados em Mato Grosso do Sul.

Para montar um roteiro equilibrado em MS, considere pelo menos 7 dias para combinar pontos turísticos de Bonito, Pantanal e Campo Grande, distribuindo os dias entre flutuação, trilha, safári fotográfico e descanso.​

Quem tem mais tempo pode incluir Ponta Porã e outras cidades fronteiriças, aproveitando a infraestrutura de hospedagem crescente em todo o Mato Grosso do Sul.

É importante reservar com antecedência os atrativos de Bonito, já que a maioria das vagas é controlada para limitar o número de visitantes por dia e preservar as belezas naturais e os atrativos naturais e culturais da região.

No Pantanal, priorize pousadas com boas avaliações, estrutura adequada para a época de chuva ou seca e que ofereçam passeios guiados por condutores experientes.

Resumo dos principais pontos turísticos do MS

A tabela a seguir resume alguns dos principais pontos turísticos citados ao longo do texto, ajudando a visualizar o que fazer no Mato Grosso do Sul em diferentes regiões do estado.

Região Atrações em destaque Tipo de experiência
Bonito Gruta do Lago Azul, Lagoa Misteriosa, flutuação no Rio da Prata, cachoeira Boca da Onça Flutuação, cachoeira, trilha, grutas
Serra da Bodoquena Cachoeiras da Serra da Bodoquena, fazendas de ecoturismo Trilha, banho de rio, natureza
Pantanal Sul Safáris fotográficos, cavalgadas, passeios de barco nas margens do rio Paraguai Fauna e flora, cultura pantaneira
Campo Grande Parques urbanos e museus, vida noturna e gastronomia Cultura, gastronomia, trilhas
Fronteira (Ponta Porã) Parque Nacional Cerro Corá e outras áreas naturais transfronteiriças Trilhas leves, história, paisagens

 

Com essas informações, fica mais fácil decidir o que fazer no Mato Grosso do Sul, comparar atrativos e planejar uma viagem que aproveite ao máximo as belezas naturais do MS em equilíbrio com cultura, conforto e logística.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quantos dias são necessários para conhecer Bonito e o Pantanal?

O ideal é reservar de 7 a 10 dias para conhecer ambos os destinos com calma. Recomendamos 3 a 4 dias no Pantanal e 4 a 6 dias em Bonito.

2. Qual a melhor época para visitar o Mato Grosso do Sul?

Para observação de animais no Pantanal e águas mais cristalinas em Bonito, a melhor época é durante a estação seca, de maio a setembro.

3. É possível fazer Bonito e Pantanal na mesma viagem?

Sim, é altamente recomendado. A distância entre Bonito e o Pantanal Sul (Miranda) é de cerca de 160 km, facilitando a integração dos dois destinos em um único roteiro.

4. Os passeios em Bonito são acessíveis para crianças e idosos?

Sim, Bonito possui excelente infraestrutura. Muitos balneários e flutuações (como o Aquário Natural) são perfeitamente seguros e adaptados para crianças e pessoas da terceira idade.

5. Preciso reservar os passeios com antecedência?

Sim. Devido ao sistema de Voucher Único e ao limite diário de visitantes por atrativo, é obrigatório reservar os passeios com agências de turismo locais com meses de antecedência, especialmente em alta temporada.

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