O que fazer no Mato Grosso do Sul: guia completo de roteiros e pontos turísticos de ecoturismo no MS
O Mato Grosso do Sul é um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. Com rios de águas cristalinas em Bonito, a maior planície inundável do planeta no Pantanal, cachoeiras na Serra da Bodoquena e uma capital repleta de cultura e gastronomia, o estado oferece atrações turísticas e experiências únicas para todos os perfis de viajante.
Neste guia você vai encontrar roteiros detalhados, preços atualizados para 2026, dicas de quando ir, como se locomover e o que não pode deixar de fazer em cada região do estado.
Como chegar e se locomover no estado do Mato Grosso do Sul
O Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR), capital de Mato Grosso do Sul, é a porta de entrada principal do estado, com voos diários operados por LATAM, Gol e Azul a partir de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Rio de Janeiro e Brasília.
Para quem vai diretamente a Bonito, o Aeroporto Regional de Bonito (BYO) opera voos da Azul (Viracopos), Gol (Congonhas) e LATAM (Guarulhos). Voar direto para Bonito economiza cerca de quatro horas de carro a partir de Campo Grande.
Para quem pretende visitar o Pantanal sul-mato-grossense pela região de Corumbá, o Aeroporto Internacional de Corumbá (CMG) também é uma opção estratégica, com voos operados principalmente pela Azul a partir de Campinas. O aeroporto facilita o acesso a Corumbá, Ladário e às fazendas e lodges do Pantanal, sendo uma alternativa prática para quem deseja explorar a região pantaneira sem precisar passar por Campo Grande.
A melhor forma de se locomover dentro do estado é alugando um carro na capital Campo Grande, Bonito ou Corumbá, qualquer uma das opções é um ótimo ponto de partida para conhecer o estado de carro. Transfers privados e vans compartilhadas também conectam todas as cidades turísticas com conforto e preços acessíveis.
Distâncias e tempos de deslocamento a partir de Campo Grande para os principais destinos

| Destino | Distância | Tempo de carro | Transfer disponível |
|---|---|---|---|
| Bonito | 297 km | 4h | Sim – vans diárias |
| Miranda (Pantanal) | 208 km | 3h | Sim |
| Aquidauana (Pantanal) | 140 km | 2h | Sim |
| Corumbá | 425 km | 6h | Sim (ônibus e van) |
| Ponta Porã | 320 km | 4h30 | Sim |
| Jardim | 227 km | 3h | Sim via Bonito |
Comparar passagens aéreas para Campo Grande e Bonito https://www.kayak.com.br/
Aluguel de carro no MS – Rentcars https://www.rentcars.com/pt/
O que fazer em Bonito, MS: o melhor do ecoturismo em águas cristalinas
Bonito é um dos destinos turísticos mais desejados pelo viajante de natureza e premiado 19 vezes como melhor destino de ecoturismo do Brasil e um dos melhores destinos de natureza do mundo. É um município de 22 mil habitantes no sudoeste do estado, a 297 km de Campo Grande, uma das cidades do Mato Grosso do Sul que mais se destava no turismo, reconhecido internacionalmente como a capital do ecoturismo no Brasil e vencedor de inúmeros prêmios de turismo sustentável. O segredo dos famosos rios de águas cristalinas está na geologia: o solo calcário da Serra da Bodoquena filtra e purifica naturalmente as águas, criando uma visibilidade subaquática impressionante.
O sistema Voucher Único controla o número de visitantes por atrativo por dia, preservando a qualidade da experiência e o meio ambiente. Por isso, é obrigatório reservar os passeios com antecedência por meio de agências receptivas credenciadas. Nunca é possível comprar ingressos diretamente nos atrativos.
Agências receptivas credenciadas no MS – turismo.ms.gov.br https://www.turismo.ms.gov.br/tour-operators/
Gruta do Lago Azul: o passeio mais icônico de Bonito
A Gruta do Lago Azul é o principal ponto turístico da cidade, o cartão-postal mais famoso de Bonito e uma das belezas naturais mais impressionantes do Brasil, vale a pena conferir. Localizada a 19 km do centro da cidade, dentro do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, a gruta abriga um lago de água azul de tom intenso, com profundidade ainda não totalmente mapeada. Já foram encontrados fósseis de animais pré-históricos nas suas paredes.
O passeio é contemplativo: a descida pela trilha iluminada leva até o salão principal, onde a luz solar entra por uma abertura no teto e ilumina o lago, criando o tom azul que dá nome ao lugar.
Preço médio: R$ 80 a R$ 100 | Duração: 1h20 | Dificuldade: moderada (300 degraus de descida) | Distância do centro: 19 km
Flutuação no Rio da Prata: a melhor flutuação de Bonito
O Rio da Prata é o passeio mais bem avaliado de toda a região. A flutuação começa na nascente do Rio Olho d’Água e percorre 1.800 metros de rio com visibilidade de até 40 metros, em meio a cardumes de piraputanga, dourado, pacu e dezenas de outras espécies endêmicas. O local é constantemente premiado nacionalmente e internacionalmente com reconhecimentos do seu trabalho sustentável e responsável, competindo diretamente com outros destinos internacionais.
A trilha antes da flutuação atravessa Mata Atlântica preservada e já oferece avistamento de fauna. O momento em que você entra na nascente e vê o fundo do rio com perfeita nitidez é uma das experiências mais marcantes que o Brasil oferece a um viajante.
Preço médio: R$ 350 a R$ 450 | Duração: 3h | Dificuldade: fácil | Inclui: equipamento, guia e seguro | Distância do centro: 20 km
Rio da Prata – informações oficiais https://www.riodaprata.com.br/
Flutuação no Rio Sucuri: o rio mais translúcido do mundo

O Rio Sucuri tem uma das maiores visibilidades de água doce do planeta. Em algumas épocas, é possível enxergar o fundo a mais de 50 metros de distância. A flutuação percorre 800 metros de rio com vegetação aquática densa e uma variedade impressionante de peixes.
Preço médio: R$ 250 a R$ 350 | Duração: 2h | Dificuldade: fácil | Observação: não é preciso saber nadar
Rio Sucuri – reservas e informações https://www.riosucuri.com.br/
Aquário Natural: flutuação ideal para crianças e iniciantes
O Aquário Natural é o passeio mais acessível de Bonito para todas as idades. Não é preciso saber nadar. Os visitantes recebem treinamento antes e percorrem 800 metros de flutuação em rio raso, com cardumes enormes de peixes ao redor. Ideal para a primeira experiência de flutuação em família.
Preço médio: R$ 130 a R$ 180 | Duração: 2h | Dificuldade: muito fácil | Indicado para: famílias com crianças
Lagoa Misteriosa: mergulho em poço de profundidade desconhecida
A Lagoa Misteriosa é um poço circular de água azul de profundidade estimada em mais de 200 metros, ainda não totalmente mapeada. Localizada no município de Jardim, a 55 km de Bonito, permite flutuação na superfície e mergulho autônomo em períodos específicos do ano.
Preço médio: R$ 200 a R$ 280 (flutuação) | Duração: 2h | Dificuldade: fácil na flutuação, avançada no mergulho | Distância de Bonito: 55 km
Abismo Anhumas: a caverna mais emocionante do Brasil
O Abismo Anhumas é para quem busca aventura extrema. Os visitantes descem 72 metros de altura de rapel mecânico até o interior de uma caverna com um lago de águas cristalinas de 80 metros de profundidade. É o passeio mais exclusivo de Bonito, com apenas 10 pessoas por período e check-in obrigatório 24 horas antes.
Preço médio: R$ 800 a R$ 1.200 | Duração: 4h | Dificuldade: alta | Vagas: extremamente limitadas. Reserve com meses de antecedência.
Buraco das Araras: natureza contemplativa perto de Bonito
Localizado a 55 km de Bonito, no município de Jardim, o Buraco das Araras é uma dolina de 500 metros de diâmetro habitada por araras vermelhas, araras azuis, periquitos e jacarés. O passeio é contemplativo e adequado para todas as idades, com mirantes estruturados ao redor da cratera.
Preço médio: R$ 100 a R$ 140 | Duração: 1h30 | Dificuldade: fácil
O que fazer no Pantanal Sul-Mato-Grossense: safaris, fauna e cultura pantaneira
O Mato Grosso do Sul é um estado completo, e o Pantanal é a maior área inundável do planeta: 150 mil km² compartilhados entre Brasil, Paraguai e Bolívia, sendo que 65% do lado brasileiro está no Mato Grosso do Sul. É o bioma com maior concentração de fauna do hemisfério ocidental, com cerca de 650 espécies de aves, 263 espécies de peixes, 120 mamíferos, 177 répteis e 40 espécies de anfíbios convivendo nesse ecossistema único.
O Pantanal Sul é acessado principalmente pelas cidades de Miranda, Aquidauana, Corumbá e Coxim. Diferente do Pantanal Norte (MT), o sul tem fazendas mais estruturadas para o turismo, melhor infraestrutura e acesso mais fácil a partir de Campo Grande. Um destino referência internacional pela grande diversidade de vida selvagem.
informações sobre turismo no Pantanal MS – Fundtur https://www.fundtur.ms.gov.br/
As duas estações e qual e melhor para sua viagem
| Período | Condição | Ideal para | Nível de água |
|---|---|---|---|
| Maio a setembro (seca) | Calor seco, 25 a 38 graus | Safáris terrestres, onça-pintada, cavalgar | Baixo – animais concentrados |
| Outubro a março (chuvas) | Calor úmido, chuvas diárias | Passeios de barco, aves migratórias, paisagens alagadas | Alto – planície inundada |
| Abril e outubro (transição) | Tempo variável | Boa opção com preços de baixa temporada | Variável |
Safari de onça-pintada: a experiência mais procurada

O Pantanal MS tem a maior concentração de onças-pintadas do mundo e a maior taxa de avistamento em safáris fotográficos. As principais bases ficam entre Miranda e o Rio Negro. A taxa de avistamento na estação seca supera 80% nas melhores propriedades.
A recomendação é reservar ao menos três noites em fazenda pantaneira. O safári inclui passeios de barco ao amanhecer e ao entardecer, focagem noturna e caminhadas guiadas. Outras espécies comuns de avistar: antas, jacarés, capivaras, ariranhas, tuiuiús, araras e cervos-do-pantanal.
Estrada Parque Pantanal: safari a céu aberto entre Miranda e Corumba
A Estrada Parque Pantanal (MS-184) é uma das rotas ecológicas mais bonitas do Brasil. São 120 km entre Miranda e Corumbá, cruzando 13 pontes de madeira, com fauna às margens em praticamente todo o percurso. Jacarés, capivaras, aves aquáticas e cavalos pantaneiros são avistados continuamente.
O percurso pode ser feito de carro, de bicicleta ou em passeios guiados de van. O pôr do sol sobre as planícies alagadas ao longo desta estrada é uma das imagens mais deslumbrantes que o MS oferece.
Fazendas e pousadas pantaneiras: onde ficar
As fazendas turísticas no Pantanal MS oferecem pensão completa e programação de passeios incluída. As mais reconhecidas ficam na região de Miranda e Aquidauana:
- Fazenda San Francisco (Miranda): pioneira no turismo pantaneiro, referência em estrutura e safáris
- Fazenda Aguapé (Aquidauana): referência em cavalgadas e cultura pantaneira autêntica
- Fazenda Pequi (Aquidauana): pesca esportiva, pesca de piranha e experiência do peão
- Jungle Lodge (Miranda): imersão completa em natureza com safáris fotográficos
- Fazenda Barra Mansa (Miranda): hospedagem charmosa com cavalgadas e vivências culturais genuínas
O que fazer em Campo Grande: cultura, gastronomia e o maior aquário de água doce do mundo

Campo Grande é uma capital jovem e é uma das cidades mais arborizadas do país, com mais de 900 mil habitantes e uma das maiores coberturas de árvores por habitante do Brasil. A cidade é o hub logístico do estado e merece ao menos um a dois dias de roteiro de viagem próprio.
Bioparque Pantanal: maior aquário de água doce do mundo
O Bioparque Pantanal foi inaugurado em 2022 e é o maior complexo de aquários de água doce do planeta, com 19 mil m² de área construída, 30 tanques e mais de 5 milhões de litros de água. O projeto arquitetônico de Ruy Ohtake representa os biomas do MS em circuitos temáticos que incluem cerrado, Pantanal e rios cristalinos.
Ingressos: R$ 50 a R$ 90 (2026) | Horários: terça a domingo, 9h às 17h | Endereço: Av. Afonso Pena, 6200 – Campo Grande
Bioparque Pantanal – ingressos e informações oficiais https://www.bioparquepantanal.ms.gov.br/
Parque das Nações Indígenas
Com 119 hectares no coração de Campo Grande, o Parque das Nações Indígenas tem lago, ciclovias, pistas de corrida e museus que você pode conhecer na mesma visita. É o principal cartão-postal urbano da cidade e ponto de encontro de moradores e turistas nos finais de semana.
Gastronomia em Campo Grande: soba, churrasco e influencias diversas
Campo Grande tem uma das gastronomias mais diversas do Centro-Oeste, marcada pela influência japonesa (maior colônia japonesa do interior do Brasil), boliviana, árabe e pantaneira. O prato mais famoso é o sobá, um macarrão de origem japonesa adaptado para o paladar local, servido quente ou frio.
- Rua 14 de Julho: principal eixo gastronômico e de vida noturna da capital
- Mercado Central: artesanato e produtos regionais, incluindo licores, erva-mate e queijo pantaneiro
- Feira do Campo Grande (domingos): artesanato indígena e comida típica regional
Serra da Bodoquena: cachoeiras, trilhas e ecoturismo de aventura
A Serra da Bodoquena é uma cadeia de serras calcárias que forma o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, unidade de conservação federal que protege rios, cavernas, cachoeiras e mata ciliar. A região fica a menos de uma hora de carro de Bonito e integra os municípios de Jardim, Bodoquena e Guia Lopes da Laguna.
Cachoeira Boca da Onça: a mais alta do Mato Grosso do Sul

Com 156 metros de queda d’água, a Boca da Onça é a maior cachoeira do MS e uma das mais impressionantes do Brasil. O complexo inclui mais de 10 cachoeiras em um percurso de trilha de dificuldade moderada, com opção de rapel na principal queda e tirolesa entre as quedas.
Preço médio: R$ 250 a R$ 350 (inclui almoço) | Duração: 6h | Dificuldade: moderada | Distância de Bonito: 61 km
Estancia Mimosa: 10 cachoeiras em trilha suave

A Estância Mimosa é um dos passeios mais bem avaliados da região. Com trilha plana e acessível, o percurso passa por 10 cachoeiras e uma nascente do Rio Mimoso, com opções de banho em todas. O complexo inclui mirante panorâmico, piscina com borda infinita e almoço regional.
Preço médio: R$ 200 a R$ 280 | Duração: 4h | Dificuldade: fácil a moderada | Distância de Bonito: 17 km
Outras cidades imperdíveis do Mato Grosso do Sul
Corumbá: a Capital do Pantanal
Corumbá é a cidade mais pantaneira do MS, às margens do Rio Paraguai, na fronteira com a Bolívia. É ponto de partida para imersões profundas no Pantanal e sede do maior festival de carnaval do Centro-Oeste. A cidade histórica tem casarões coloniais do século XIX, museus e uma gastronomia fortemente influenciada pela cultura boliviana e paraguaia.
- Museu do Pantanal (MUPAN): acervo completo sobre a fauna, flora e cultura do bioma
- Passeios de barco no Rio Paraguai: fauna pantaneira abundante e pores do sol espetaculares
- Festival Internacional do Pantanal: maior festa cultural do bioma, realizado em fevereiro
Turismo em Corumba – Prefeitura Municipal https://www.corumba.ms.gov.br/turismo/
Ponta Porã: fronteira Brasil-Paraguai e compras
Ponta Porã é uma cidade gêmea com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, separadas apenas por uma avenida. Do lado paraguaio, o comércio de eletrônicos, perfumes e confecções é um dos mais movimentados da fronteira seca da América do Sul. A região também tem o Parque Nacional Cerro Corá, a 30 km do lado paraguaio, com trilhas e sítios históricos da Guerra do Paraguai.
Coxim: capital do peixe e portal do Pantanal
Coxim fica no extremo norte do MS e é conhecida como a capital do peixe. A pesca esportiva no Rio Taquari e no Rio Coxim atrai pescadores do Brasil inteiro. A cidade também é a porta de entrada para o Pantanal Norte sul-mato-grossense, com fazendas turísticas menos visitadas e mais genuínas.
Porto Murtinho: Rota Bioceânica e turismo de fronteira
Porto Murtinho é uma das apostas mais promissoras do turismo regional. Com a conclusão da Ponte Internacional sobre o Rio Paraguai e a Rota Bioceânica (ligação terrestre entre o Atlântico e o Pacífico, passando por Paraguai e Argentina), a cidade deve ter um aumento significativo no fluxo turístico nos próximos anos.
Rota Bioceânica – informações oficiais https://www.routebioceanic.com/
Para mais destinos no Mato Grosso do Sul, acesse o site oficial do Visit MS https://www.visitms.com.br/mais-destinos-do-ms/
Quanto custa viajar para o Mato Grosso do Sul: orçamento realista para 7 dias
Os preços dos passeios em Bonito são tabelados: todas as agências cobram o mesmo valor pelos ingressos. O que varia é o custo de transfers e pacotes de hospedagem. Vale comparar pacotes antes de fechar, especialmente em alta temporada.
| Item | Econômico | Intermediário | Premium |
|---|---|---|---|
| Passagens aéreas (ida e volta) | R$ 600 a R$ 900 | R$ 900 a R$ 1.400 | R$ 1.400+ |
| Hospedagem (7 noites) | R$ 700 a R$ 1.200 | R$ 1.200 a R$ 2.400 | R$ 2.400 a R$ 5.000 |
| Passeios em Bonito (5 dias) | R$ 800 a R$ 1.200 | R$ 1.200 a R$ 1.800 | R$ 1.800 a R$ 2.500 |
| Pantanal (2 noites em fazenda) | R$ 600 a R$ 900 | R$ 900 a R$ 1.600 | R$ 1.600 a R$ 3.000 |
| Alimentação (7 dias) | R$ 400 a R$ 600 | R$ 600 a R$ 1.000 | R$ 1.000 a R$ 2.000 |
| Transporte local | R$ 300 a R$ 500 | R$ 500 a R$ 800 | R$ 800 a R$ 1.500 |
| TOTAL POR PESSOA | R$ 3.400 a R$ 5.300 | R$ 5.300 a R$ 9.000 | R$ 9.000 a R$ 15.000+ |
Melhor época para visitar o Mato Grosso do Sul

A melhor época para o MS é de maio a setembro (estação seca). As águas de Bonito ficam mais cristalinas, o Pantanal permite safáris terrestres com maior avistamento de fauna e as temperaturas são mais amenas, entre 18 e 30 graus. A alta temporada é julho, quando os preços sobem de 30% a 50%.
Para quem quer combinar águas cristalinas em Bonito e onça-pintada no Pantanal na mesma viagem, o melhor período é junho ou setembro, fora do pico de julho.
| Período | Tempo | Bonito | Pantanal | Preços |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro a março | Calor úmido | Rios levemente turbulentos | Planície alagada, passeios de barco | Baixa temporada |
| Abril a maio | Transição, bom | Águas cristalinas | Transição seca-chuva | Intermediário |
| Junho a agosto | Seco e fresco | Melhor visibilidade do ano | Fauna concentrada, onças | Alta (julho = pico) |
| Setembro | Seco e quente | Águas cristalinas | Excelente para safáris | Intermediário |
| Outubro a novembro | Início das chuvas | Águas ainda boas | Transição para chuvoso | Baixa temporada |
| Dezembro | Chuvas frequentes | Rio pode turvar | Início da inundação | Baixa temporada |
Roteiros sugeridos para o que fazer no Mato Grosso do Sul por perfil de viajante
Roteiro de 5 dias: Bonito Express
- Dia 1: chegada em Bonito, check-in e city tour no centro
- Dia 2: Gruta do Lago Azul + Lagoa Misteriosa
- Dia 3: flutuação Rio da Prata + Buraco das Araras
- Dia 4: Rio Sucuri ou Aquário Natural + Estância Mimosa
- Dia 5: manhã livre ou Cachoeira Boca da Onça, transfer para aeroporto
Roteiro de 7 dias: Bonito e Pantanal (o roteiro classico)
- Dia 1: chegada em Campo Grande, transfer para Miranda
- Dias 2 e 3: Pantanal em fazenda: safári fotográfico, cavalgada e focagem noturna
- Dia 4: transfer Miranda a Bonito (2h30), check-in e descanso
- Dia 5: Gruta do Lago Azul + Lagoa Misteriosa
- Dia 6: flutuação Rio da Prata + Buraco das Araras
- Dia 7: Rio Sucuri ou Aquário Natural, tarde livre e saída
Roteiro de 10 dias: MS Completo
- Dias 1 e 2: Campo Grande: Bioparque Pantanal, gastronomia e Parque das Nações Indígenas
- Dias 3 a 5: Pantanal em fazenda (Miranda ou Aquidauana)
- Dia 6: transfer para Bonito
- Dias 7 e 8: Bonito: flutuações e grutas
- Dias 9 e 10: Serra da Bodoquena: Boca da Onça e Estância Mimosa, saída
Resumo: melhores pontos turísticos do Mato Grosso do Sul
| Região | Principais atrações | Tipo de experiência | Dias recomendados |
|---|---|---|---|
| Bonito | Gruta do Lago Azul, Rio da Prata, Rio Sucuri, Aquário Natural, Lagoa Misteriosa, Abismo Anhumas | Flutuação, grutas, cachoeiras, aventura | 4 a 6 dias |
| Serra da Bodoquena | Boca da Onça, Estância Mimosa, Ceita Corê | Trilha, cachoeiras, aventura | 1 a 2 dias |
| Pantanal Sul | Safári de onça, Estrada Parque, Rio Paraguai, fazendas | Fauna, cultura pantaneira | 2 a 4 dias |
| Campo Grande | Bioparque Pantanal, Parque das Nações Indígenas, gastronomia | Cultura, museus, gastronomia | 1 a 2 dias |
| Corumbá | Rio Paraguai, história colonial, Festival do Pantanal | Cultura, barco, história | 1 a 2 dias |
| Ponta Porã | Fronteira Brasil-Paraguai, comércio, P.N. Cerro Corá | Compras, fronteira, natureza | 1 dia |
| Coxim | Pesca esportiva, Rio Taquari, Pantanal Norte | Pesca, natureza, aventura | 2 a 3 dias |
Perguntas Frequentes sobre o Mato Grosso do Sul
Quantos dias são necessários para conhecer Bonito e o Pantanal?
O ideal é de 7 a 10 dias para conhecer os dois destinos com calma: 4 a 6 dias em Bonito e 2 a 4 dias no Pantanal. O mínimo absoluto para Bonito é 3 dias, mas a maioria dos viajantes sente que faltou tempo com menos de 4.
Com 7 dias bem planejados é possível combinar o melhor dos dois mundos. A recomendação é chegar por Miranda para o Pantanal (2 a 3 noites em fazenda) e depois seguir para Bonito pelos 160 km de estrada que ligam os dois destinos em cerca de 2h30 de carro.
Qual a melhor época para visitar o Mato Grosso do Sul?
A melhor época é de maio a setembro (estação seca). As águas de Bonito ficam mais cristalinas e o Pantanal permite safáris terrestres com muito mais avistamento de fauna, especialmente onças-pintadas. Evite julho se possível: é pico de alta temporada, com preços de 30% a 50% mais altos e vagas disputadíssimas nos atrativos.
Para aves migratórias no Pantanal, o período de setembro a novembro também é excelente. Para Bonito especificamente, junho a agosto tem as melhores condições de visibilidade nos rios.
É possível fazer Bonito e Pantanal na mesma viagem?
Sim, e é altamente recomendado. A distância entre Bonito e Miranda (porta de entrada do Pantanal Sul) é de apenas 160 km, aproximadamente 2h30 de carro. Os dois destinos se complementam perfeitamente: Bonito para rios e grutas, Pantanal para fauna e cultura pantaneira.
Os passeios em Bonito são acessíveis para crianças e idosos?
Sim. Bonito tem excelente infraestrutura para todas as idades. O Aquário Natural é ideal para crianças (não precisa saber nadar), a Gruta do Lago Azul é adequada para idosos e a maioria dos balneários tem estrutura completa para famílias. Para aventura extrema como o Abismo Anhumas e o rapel da Boca da Onça, há restrições de idade e condicionamento físico.
Preciso reservar os passeios com antecedência? Quanto antes?
Sim, é obrigatório. O sistema Voucher Único limita o número de visitantes por dia em cada atrativo. Em alta temporada (julho e dezembro), reserve com 60 a 90 dias de antecedência. Na baixa temporada, 2 a 4 semanas costumam ser suficientes. Reserve sempre por agência receptiva credenciada, nunca diretamente nos atrativos.
O Abismo Anhumas tem vagas ainda mais limitadas (apenas 10 pessoas por período) e costuma esgotar com 3 a 6 meses de antecedência em alta temporada.
Lista oficial de agencias credenciadas em Bonito https://www.turismo.ms.gov.br/tour-operators/
Como funciona o sistema Voucher Único de Bonito?
O Voucher Único é o sistema de controle de visitação de Bonito. Cada atrativo tem um número máximo de visitantes por dia. Para entrar em qualquer passeio, é necessário ter um voucher emitido por agência receptiva credenciada. Não é possível comprar ingressos diretamente nos atrativos nem na bilheteria.
O valor dos passeios é tabelado: todas as agências cobram o mesmo preço pelos ingressos. O que varia é o custo de transfers, guias e pacotes de hospedagem que cada agência oferece.
É necessário contratar seguro viagem?
Por mais que os atrativos possuam seguro, fora dos atrativos e durante toda a viagem você não está com cobertura. Então a recomendação é que sempre tenha um seguro viagem contratado para viagens de ecoturismo, ainda mais se for escolher atividades de alta intensidade, que podem ter impactos no dia seguinte e comprometer a qualidade do restante da viagem ou do aproveitamento da família ou grupo. O seguro viagem não é caro e garante mais conforto e segurança extra ao viajante.
Qual o aeroporto mais próximo de Bonito?
Bonito tem aeroporto próprio, o Aeroporto Regional de Bonito (BYO), com voos diretos de São Paulo (Congonhas via Gol, Guarulhos via LATAM e Viracopos via Azul). A alternativa é o Aeroporto de Campo Grande (CGR), a 4 horas de carro de Bonito. Para quem vem do Sul ou do Nordeste, Campo Grande costuma ter mais opções de conexão.
Qual a diferença entre o Pantanal do MS e o Pantanal do MT?
O Pantanal MS (Sul) tem fazendas mais estruturadas para turismo, acesso mais fácil por estrada asfaltada e é reconhecido pelo safári de onça-pintada com altas taxas de avistamento. O Pantanal MT (Norte), acessado por Cuiabá e a Transpantaneira, é mais selvagem e fotogênico, mas com acesso mais difícil e infraestrutura mais rústica. Para uma primeira visita, o MS é a escolha mais recomendada pela logística e pela qualidade dos passeios guiados.

